Segundo o Houaiss, TRABALHO é: sm. fis. grandeza que pode ser definida como o produto da magnitude de uma força e a distância percorrida pelo ponto de aplicação da força na direção desta (τ); esforço incomum; luta, lida, faina; conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim; atividade profissional regular, remunerada ou assalariada; qualquer obra realizada (manual, artística, intelectual etc.).

7 de setembro de 2007

Profissionais da reciclagem

Existem, hoje em dia, muitos “catadores de lixo”, os chamados “coletores”. Ao andar por São Paulo, por exemplo, é muito provável que se vá encontrar um daqueles homens puxando um carrinho com lixo dentro e pegando algumas coisas da rua.

Algumas pessoas não consideram isso como profissão, mas o que elas não sabem é que já existem até cooperativas de coletores, que garantem a eles um salário fixo no final do mês. Porém, alguns desses catadores preferem trabalhar por conta própria, para aumentar a renda familiar, mas isso pode trazer riscos para si mesmos, por ficarem expostos a vários tipos de doenças, por exemplo.

A principal função do coletor é recolher das ruas qualquer tipo de material que possa ser reutilizado. Para se trabalhar de coletor não é necessário ter curso superior, mas é preciso ter um bom condicionamento físico e disposição para trabalhos considerados pesados. Apesar de tanto esforço esses trabalhadores ganham em média apenas um salário mínimo.

Apesar de não serem vistos de maneira positiva por uma grande parte da sociedade, esses catadores na verdade fazem um bem para o meio ambiente, pois em um cenário de desmatamento e aquecimento global, o trabalho deles se torna cada dia mais importante.

6 de setembro de 2007

O que seria da gente sem eles?


Eles correm cerca de 40km, carregam em média 6 toneladas, ficam expostos aos perigos do trânsito, fogem de cachorros, agüentam a chuva ou o sol e sofrem discriminação pelo seu trabalho. Diariamente. E ele passa aí, na porta da sua casa. Já sabe de quem estou falando? Do lixeiro, claro. Ou melhor, do coletor de lixo. Lixeiros somos todos nós, que produzimos o lixo.

Existe profissão mais importante? Não. Nem aquelas consideradas essenciais para o ser humano, como a de médico. Será que um médico pegaria o lixo do hospital e levaria em seu carro até um depósito? Duvido. E conviver com o acúmulo de lixo é inviável. Ainda mais se for em um hospital.

Mesmo com toda sua importância, o coletor de lixo ainda sofre com a ignorância da população, com o velho hábito que ela tem de achar que ele é inferior porque lida com lixo. Isso, além de muito preconceituoso, é o reflexo da desvalorização de determinadas profissões que exigem menos estudo.

Embora seja essencial a valorização de profissionais de nível superior, trabalhadores como o coletor de lixo são cruciais para o bom funcionamento da sociedade. Podemos facilitar o trabalho deles de várias formas, começando pelo respeito. Você faz a sua parte?

Salário ou vale-alimentação?

Fazer as compras do mês hoje em dia é uma sangria. Inflação, supervalorização e outros aditivos deixam a conta mais cara. Um malabarismo no bolso do consumidor que trabalha oito horas por dia e ainda tem que pensar nos livros dos filhos e no transporte para toda a família.

O salário mínimo deve ser suficiente para a subsistência. Famílias de baixa renda vivem com o gasto que famílias de classe alta têm só no supermercado. Com os atuais R$380 nacionais, ou R$410, 430 e 490 regionais não dá pra pôr comida na mesa, pagar contas mensais, custos de transporte e ainda os impostos. Não existe desenvolvimento pessoal com uma vida dessas. Não é possível investir em nada visando o futuro com uma renda familiar de cerca de R$800 por mês.

A (des) valorização do trabalhador que ganha um salário mínimo é evidente ao pensar que o sustento de uma família está sustentado naquele emprego.

Ainda, quando ficamos doentes e precisamos de atendimento, somos desprezados pelos hospitais públicos; se precisamos de segurança, a polícia atende-nos com arrogância; se pedimos por justiça, esperamos anos a fio para ver os culpados pelas mortes de inocentes libertados e ilesos.
Muito diferente do mundo dos carrões importados e dos restaurantes caros.

5 de setembro de 2007

A mulher no mercado de trabalho

Mesmo após tantas revoluções na nossa sociedade, alguns comportamentos não mudam. Um deles, é o machismo ainda presente em relação a cargos que, segundos homens, devem pertencer somente ao sexo masculino. Há ainda o tradicional pensamento de divisão entre profissões masculinas e femininas.

Como exemplo, houve um preconceito quando mulheres começaram a tomar conta dos ônibus da cidade. Os motoristas não só se sentiram ameaçados, mas também achavam que mulheres não tinham o mesmo dom que eles tem para dirigir, manobrar e etc.

Sentiram que seu espaço foi invadido, mas pelo jeito vai continuar sendo porque mulheres hoje dirigem não só ônibus, mas também caminhões e táxis. Rosa Maria Noschese, 57, dirige táxi no Alto de Pinheiros em São Paulo, e com certeza não pensa em largar a profissão.
"Tenho tantas estórias que daria para escrever um livro! Amo o que faço e amo meus clientes! Só não gosto de dirigir com chuva.", ela declara.

O mercado de trabalho está mais amplo para mulheres em termos de ocupação, as limitações femininas impostas estão sendo extintas, pois hoje existem padeiras, caminhoneiras, bombeiras, que eram até então profissões tipicamente masculinas. Manutenção Aeronáutica é um dos novos cargos conquistado por mulheres, e que está também colaborando para ampliação do mercado de trabalho feminino. O problema é que mesmo a mulher conquistando seu espaço no mercado de trabalho sua taxa de desemprego ainda é maior comparada com a dos homens.

>Foto:

http://guaruja.jornalbaixadasantista.com.br/conteudo/escola_tecnica_mulheres_profissao_2007.asp

4 de setembro de 2007

Alta Costura

Por volta de 50 anos atrás era comum as mulheres irem a costureiras fazer vestidos. Minha mãe sempre lembra da época em que meu avô costumava presentear minha avó nos seus aniversários com metros e metros de tecido (sempre de cor verde por causa de seu time de coração) para que ela fosse até a costureira ganhar um vestido novo.

Era assim com os homens também e foi como ficou conhecida a profissão do Alfaiate. Com a função de costurar ternos alinhados e que sempre cabiam perfeitamente no cliente, esse processo exigia por volta de 3 provas. Quase como um vestido de noiva. Com as pessoas cada vez mais ocupadas e não dispondo de tempo para várias provas de roupa e sem contar o avanço da tecnologia permitindo produzir ternos em escala e a menor custo, o alfaiate foi deixado de lado pela ‘modernidade’

Conversei por telefone com Maurício Messias, alfaiate que herdou o ofício do pai e tem a 35 anos uma loja da Rua Augusta, em São Paulo. “Antes todos procuravam alfaiates. Agora apenas as classes A e B.” Alfaiataria se tornou elitista. É caro e poucos procuram. Perguntei ao Maurício se ele tinha idéia de quantos cliente ele tinha “Bom, nunca me preocupei em contar. Mas estou satisfeito.”Mauricio aderiu a modernidade e se comunica com os clientes via e-mail, manda news letters com dicas de moda e estilo.Além de seu site, que mantém sempre atualizado.Na foto, Maurício Messias.
Foto de uma reportagem da Revista da Folha em 2005. Foto retirada de seu próprio site.

http://www.alfaiatariaitaliana.com.br/index_fundo.htm

Dona Maria não quer ser empregada

“(...) E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia "sim"
Começa a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução(...) ”

(Vinicius de Moraes- Operário em construção)


Recentemente, fui visitar um assentamento do MST, no Tremembé. Dona Maria foi quem guiou a visita. As casas que visitamos eram muito pobres, simples, e as pessoas muito humildes. Mas o que chama mais atenção é que aquela simplicidade toda não faz seus moradores ignorantes. É de se impressionar o que essa simpática negra de chapéu de palha e olhar firme tem de consciência política.

Ela contou ao grupo que teve chance de procurar emprego nas cidades, como muitos fizeram, mas ela optou pela liberdade no campo, mesmo com a vida sofrida, do que se submeter à relação exploratória que teria sendo doméstica nos caos urbanos. Marx escreveu: “o que o operário obtém com o seu trabalho é o estritamente necessário para mera conservação e reprodução de sua vida”. Dona Maria já percebeu.

Contudo, a lucidez de dona Maria não se repete em muitas empresas corporativistas, que fazem o empregado se sentir como sendo parte de uma grande família, mascarando, assim, a relação exploratória. Há quem vista a camiseta da empresa e saia berrando para os quatro ventos o nome da companhia. O extremo dessa tática vocês podem conferir aqui.

Lembro vagamente de um conto de Victor Giudice que li ano passado, chamado O Arquivo (hoje estou cheia das citações, não é mesmo?), em que joão (com minúscula mesmo, pra ressaltar a insignificância da personagem), após 40 anos de serviço, vai decaindo cada vez mais de posição-e mostra-se contente com isso, daí a beleza da ironia- até ser transformado em um arquivo de metal.
A Mais Valia é real, meu caro, ou você realmente acreditou naquele conto do arco da velha que, se você se matar de trabalhar, conseguirá acumular dinheiro?

3 de setembro de 2007

Solta o som DJ!!!


Como no primeiro post fui muito limitada em falar das carreiras alternativas e dos trabalhadores noturnos, resolvi fazer ao longo das terças uma pequena série sobre as carreiras noturnas e a que pretendo seguir paralelamente por paixão: a carreira de DJ.

O termo -compacto do nome disc jockey- além de ter seus primeiros registros na época das vitrolas, ainda muito usadas pelos atuais artistas e apaixonados, era dado apenas aos locutores e anunciantes de rádio; o que confere a característica de profissional de entretenimento.
Sempre em ativa pelas noites, os artistas também dependem de um release -seleção de músicas para determinado público-alvo- além de boa propaganda, bons ouvidos e apurada sensibilidade para fazer a música "bombar".

Embora sem sindicato e reconhecimento no Ministério do Trabalho, é um ofício que vai além da diversão. O salário mensal varia entre R$ 800 e R$ 2.000 para uma carga horária de, respectivamente, três e seis horas semanais e o mercado está em ascensão: repleto de eventos, clubes, festas particulares, desfiles, bares e restaurantes que estão em busca de personalidade musical para compor a ambientação de seus lounges.

_crédito da imagem:
http://loja.freedevices.com/images/audio/dj/djconsole/dj-console-top-lg.jpg

_interessou?
Profissão DJ

2 de setembro de 2007

Guardador de carro ou flanelinha?


Na minha estréia vou falar sobre a desvalorização da profissão de guardador de carros, que também são conhecidos como flanelinhas. A Lei Nº. 6.242, de 23 de setembro de 1975, regulamenta o exercício da profissão. Os guardadores de carros precisam ser regulamentados e afiliados ao sindicato dos guardadores de automóveis.

Para trabalhar nas ruas todos os guardadores devem possuir crachá de identificação. As funções que eles exercem são: controlar o trânsito para orientar o motorista na entrada e saída das vagas, manter a ordem no “estacionamento”, preencher o talão e efetuar a cobrança.

Eles preferem receber antecipado, para evitar que o cliente saia sem pagar. O talão deve conter as seguintes informações: placa, mês, dia, hora e minutos. Só sendo válido por duas horas, depois desse prazo é necessária a troca.

Cada flanelinha tem o seu ponto para trabalhar. Esse local só poderá ser “passado” para algum parente ou para alguém de muita confiança. Normalmente é passado de pai para filho. Algumas pessoas não gostam da idéia de ter que pagar para estacionar em locais públicos (as ruas), desvalorizando, assim, o trabalho desses profissionais.

>Foto:

http://sptv.globo.com/TVGlobo/Jornalismo/Telejornais/sptv/CDA/pops/tvg_cmp_sptv_impressao/0,13495,2900-20060329-157752,00.html

1 de setembro de 2007

Quanto custa a amizade?


A medida que algumas profissões vão deixando de existir, abre-se espaço para novos tipos de trabalho. Isso reflete a constante mudança da sociedade em que vivemos. Um exemplo de nova profissão é o personal friend, “amigo pessoal”.
É isso mesmo, mas a simples tradução não consegue passar o verdadeiro significado. O personal friend é um amigo de aluguel. Contradizendo a máxima “tem coisas na vida que não têm preço”, a amizade agora tem. Porém o preço varia, assim como com qualquer outro “produto”.

O professor Silvério Veloso, ao tentar ajudar no dia-a-dia as pessoas que assistiam suas palestras, acabou sendo o precursor da profissão. Atualmente possui os mais diversos tipos de “amigos”, mas o que eles têm em comum é o preço que pagam pelos encontros, R$ 300,00 por 50 minutos. Os demais profissionais da área possuem suas próprias tabelas de preços.
A conversa é realizada no lugar que o contratante escolher, mas custos extras como alimentação, transporte e qualquer outro programa também são por conta do cliente.
Antes se dizia que a internet acabaria afastando as pessoas, no entanto, contrariando essa idéia, muitas amizades feitas pela internet acabaram se projetando no mundo real. E agora é esse mesmo mundo real que projeta falsas amizades, e mostra a que ponto nos leva o consumismo. O que parece é que não existe mais barreiras, para tudo há um preço.

Ficou interessado?
>Para contratar um personal friend basta conferir os anúncios nos classificados. Isso mesmo, se quiser um amigo agora você pode encontrá-lo nos classificados!

>E se quiser saber mais pode acessar também:
http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?ID=16&cd_city=1&cd_news=30263


>Imagem: http://farmavida.zip.net/images/amigos.jpg

Marido por tempo determinado


Hoje é meu dia de escrever no blog e a minha estréia. Vou falar de trabalhos exóticos, mas que eu prefiro chamar de trabalhos alternativos. Pois é isso que algumas pessoas acabam buscando. Com um mercado de trabalho tão concorrido, cada um busca um diferencial, algo que outro ainda não descobriu e assim diminuir a concorrência. Pesquisando sobre o tema, ouvi falar do “marido de aluguel”. Achei o termo um tanto interessante. Como assim “marido de aluguel”? Então vamos lá.

Para quem tem marido ou um homem em casa, nenhum problema. Mas para quem não tem, uma opção é esse profissional.
Sabe aqueles serviços típicos dos maridos fazerem em casa? Trocar lâmpada, pendurar quadros na parede, trocar gás, instalar ou trocar chuveiro, entre outros, é só chamar que ele faz.

A profissão não exige formação acadêmica, mas quem exerce essa nova função é especialista em manutenção e consertos. Já teve emprego fixo com carteira assinada, mas decidiu trabalhar por conta própria para um público feminino que, por não ter uma figura masculina em casa, recorria a algum conhecido, vizinho ou parente para realizar esses serviços domésticos.

Esse profissional, normalmente, cobra por hora e o valor varia de região para região.