Segundo o Houaiss, TRABALHO é: sm. fis. grandeza que pode ser definida como o produto da magnitude de uma força e a distância percorrida pelo ponto de aplicação da força na direção desta (τ); esforço incomum; luta, lida, faina; conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim; atividade profissional regular, remunerada ou assalariada; qualquer obra realizada (manual, artística, intelectual etc.).

21 de setembro de 2007

Flores, plantas, e tratamentos...

Muitas pessoas hoje em dia, por causa da correria e do estresse diário tem buscado ajudas em terapeutas, em busca de equilíbrio e paz. Mas o que muita gente não conhece é outro tipo de terapia, chamada Terapia floral, que é considerada uma medicina complementar e que é muito eficaz.

A terapia floral também tem o objetivo de trazer as pessoas tranqüilidade, paz e equilíbrio emocional, porém é feita através de extratos líquidos naturais e altamente diluídos de flores e plantas.

Depois que o terapeuta floral percebe qual é o problema específico de seu paciente ele começa o tratamento com o floral mais adequado.

O terapeuta floral precisa ter conhecimento sobre plantas e flores da mesma forma como precisa conhecer seus efeitos no sistema humano, e também precisa ter algum conhecimento de psicologia. A terapia floral pode ser usada para tratar diversos tipos de problemas e situações.
Por exemplo, em casos de obesidade, depressão, TPM, ansiedade, ciúme, separação conjugal, etc.

Conforme esse tipo de tratamento se torna mais eficaz o mercado de trabalho vai aumentando. Um terapeuta floral pode ter seu próprio consultório mas também pode trabalhar em institutos de terapia. E o salário de um terapeuta floral varia de R$30 a R$50 a consulta.

20 de setembro de 2007

Ahhh... o professor!

“Você só consegue ler isso hoje porque um dia um professor te ensinou a ler”. A pura verdade dita pela professora de ciências Izabel Moraes. Pode ser que seus pais tenham começado a sua alfabetização, mas foi numa escola que você realmente aprendeu a ler e escrever.

Apesar da importância dos professores, seu trabalho é muito desvalorizado. São poucos os que dão o valor que eles merecem. A começar pelo salário: o piso de um professor do ensino fundamental (1ª a 4ª séries) é de R$ 659,80, para uma jornada de 22 horas semanais. Daí você divide as horas pelos dias da semana e pensa que por menos de 5 horas diárias o salário está bom. Mas continue pensando, esse professor passa 5 horas diárias com uma turminha de 7, 8, 9 ou 10 anos. Se você conhecer alguém dessa idade vai saber o quanto é difícil “domar” esses pequenos. Imagina uma sala com 40 desses.

O professor não só alfabetiza, como também cuida. Se eles choram, passam mal, brigam, quem ajuda é o professor, que se torna também pai/mãe para essas crianças.

Isso falando só dos professores do fundamental, mas os problemas que os da 5ª a 8ª e do ensino médio enfrentam não são brincadeira. O salário também é baixo e os professores passam pela adolescência de seus alunos. Isso não é fácil.

Talvez seja a hora de entender que não seriamos nada se não fosse por aquele profissional maravilhoso que um dia nos ensinou a ler.

"Vou ser ator"

— E aí, filho, já decidiu o que vai prestar para vestibular?


— Já pai. Vou fazer artes cênicas, vou ser ator.

— Mas...como ator? Você tem que ser médico como eu! Imagina, o único filho homem que eu tenho, vai querer ser ator? Não, não. Ator não ganha dinheiro, ator é coisa de vagabundo. Meu filho não vai ser vagabundo não; vai prestar medicina, se tornar um cirurgião de respeito!

Esta cena foi comum a partir da metade do século XIX, mas até hoje a vontade de muitos pais é que seus filhos se tornem como eles enquanto querem ser atores ou músicos. O que gera ampla concordância é que, em apresentações, o trabalho desses profissionais é aplaudido e elogiado. Mas fora da cena, há dificuldade financeira e até de encontrar emprego, pois não é uma função remunerada em carteira, com data de admissão. Ator e músico vive com o que os outros chamam de “bico” mas que serve de sustento e para pagar as contas.

Poucos profissionais prosperam ao ponto de ter conforto. A maioria do teatro amador vive no aperto, tanto para verbas de espetáculos quanto para cada ator em si. Essa desvalorização torna-se comum para jovens, que entram nas faculdades cheios de ideais.

De qualquer forma, vale mais fazer o que gosta do que fazer o que não quer por dinheiro.

19 de setembro de 2007

Oi! Por favor...me vê uma horta!

É...horta delivery!

Além do personal friend, personal coach e outros mais, agora você também pode contar com os serviços do Personal Horta.

O profissional cria um canteiro, uma pequena horta em sua residência, para que você sempre tenha a seu dispor ervas frescas para incrementar seus pratos.
Há 7 anos, Marcelo Noronha, engenheiro agronômo, foi convidado por um amigo para fazer uma pequena horta em sua casa, e logo depois a idéia foi passando de amigo para amigo, até a atividade virar profissão devido o número de pessoas querendo.
Os vasos da horta são pequenos, e utilizados somente para plantar temperos como alecrim, pimenta, salsinha, entre outros.

Contratando o serviço do personal horta, ele vai até a sua casa, planeja, monta e volta depois para manutenção. O custo fica a partir de 250 reais, variando pelo tamanho da horta
Temperos fresquinhos no quintal da sua casa hein! Que mordomia!
Para quem não quer gastar dinheiro com um personal horta, há quem ensine a montá-la em casa, até porque o método não é difícil. Mas e a sujeira que faz? Ah amigo, é só chamar então uma diarista que fica tudo limpinho.

18 de setembro de 2007

Desenhista de Toalha

Vá até o Mcdonald's e peça um daqueles sanduíches calóricos. Você pega sua bandeja e vê aquela toalinha de papel com desenhos bonitinhos e várias informações. Bom, você já parou pra pensar quem desenha aquilo? Hiro Kawahara. Ele é o homem das toalinhas. Sua profissão exata? desenhista de bandeja do McDonald's.

Pela internet, vi no site da revista Mac+ que ela lançará uma edição especial Mac+Portifólio que trará arte de diferentes pessoas começando com ninguém mais ninguém menos do que Hiro, alguém todos conhecemos o trabalho mas não faziamos idéia de quem fosse, nas palavras dele mesmo em entrevista a NippoBrasil “São 10 milhões de lâminas por mês.

Então, teoricamente, estou conectado com 10 milhões de pessoas sem saber.” Hiro é brasileiro nascido em Mogi das Cruzes, cursou Biologia na Usp e começou a ilustrar por acaso convidado por uma colega que trabalhava em uma editora, ele pensou “não vou ser biólogo, vou ser ilustrador”. Mas não pense que é facil assim. Para quem quer ser ilustrador, ele dá dicas “Para ser ilustrador tem que ter a mente aberta, treinar sempre e observar tudo. A pessoa precisa ir muito além de mangás, grafites para skate ou histórias em quadrinhos. É preciso desenhar desde um repolho a uma mulher pelada. Essa é uma das poucas carreiras que não precisa de diploma e você não pode recusar trabalho.”

Imagem e outras informações retiradas do site de Hiro

Site Mac+

Estratégias de Dominação

A aula de Sociologia que assisti hoje na faculdade, sobre Marx, me inspirou a escrever meu post hoje sobre as formas que a burguesia usa para legitimar o trabalho não pago, ou seja, a exploração, o roubo. Se um de nossos temas tratados aqui é a desvalorização do trabalho, cabe a pergunta: Por que não lutamos pelos nossos direitos?

A professora explicou a criação de ideologias que justificam as idéias que convém à classe dominante, que vão além da forma material: mudam o espírito também.
Saí da aula pensando no assunto e comecei a reparar que em várias coisas ao meu redor isso acontecia, de fato. Vou enumerar 3 delas:

1) Fui em uma lanchonete e enquanto esperava o pedido vi pregado na parede a foto de uma funcionária toda sorridente. Em cima, a congratulação: “Funcionária do Mês”.

2) Fui a uma livraria e, ao acaso, achei o seguinte livro: “1001 Maneiras de Premiar seus Colaboradores”. A descrição: “o que motiva uma pessoa a ter um desempenho brilhante não é tanto um aumento de salário nem uma promoção, mas certos gestos inesperados no dia-a-dia que demonstram o real reconhecimento por um trabalho bem-feito”.

3) Na rua, um grupo de pessoas, metade com os olhos vendados, enquanto a outra metade que podia enxergar os conduzia. Descobri que eram de uma empresa. Aquilo era uma dinâmica de grupo. Há aquelas em que, dentro da empresa, é possível malhar, receber massagens, estudar mandarim, japonês, espanhol, francês e ter serviço de creche e cuidados com crianças. É a mesma lógica da expansão do café no século 19.

Tudo isso são máscaras, que, se caírem, aparecerá a face do tio Marx, ainda assombrando o deselvolvido mundo contemporâneo, impregnada em cada poeira dos porões obscuros onde acontecem os meios de produção.

17 de setembro de 2007

Prova dos "além nove"


É muito chato falar só do melhor nos ofícios noturnos sem mostrar a realidade de quem trabalha não tendo como aproveitar o prazer que a "vida útil da boêmia" pode oferecer por conta das contas.

Hoje ia fazer uma "demo" sobre as hostess, mas levei em conta as aventuras superficiais pelo mundo que não pára enquanto o resto dorme.

Lembrei vagamente das mulheres que trabalham nos turnos alternativos das indústrias, ilustradas por imagens de teares enormes e maquinetas.
Embora o salário das mulheres seja aquém de sua rotina diária e capacidade de produção, ninguém está isento de colaborar no sustento da casa.

Sites direcionados à profissões e negócios mostram que, mesmo sobrecarregados, os trabalhadores "da virada do dia" independentemente de sexo recebem 20% a mais em relação a outra de mesma função em um outro turno [não sendo das 22 às 6 da manhã].


Na aula de sociologia tive uma pequena alienação: o conceito da mais-valia tem um peso maior nessas trabalhadoras, por conta da jornada de trabalho, rendimento e o agravante: pagamento.A compensação que muitos afirmam existir para as que trabalham contra o sono e o desgaste de um longo dia em nome de um punhado de trocados a mais, seria apenas virtual.

>crédito da foto: analogia às mulheres industriárias no período do advento industrial
http://www.old-picture.com/scenes-rural-america/019/pictures/Machinist-Woman-002.jpg

16 de setembro de 2007

Ervas que curam

Uma profissão que por não ser reconhecida acaba sendo considerada como terapia alternativa é a de fitoterapia. De acordo com o IBM (Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais), essa atividade que estuda plantas medicinais e suas aplicações na cura de doenças pode ser definida como uma mistura de ciência e crença.

Uma das vantagens de fazer um tratamento com fitoterapia é que você pode utilizar uma única erva para tratar de diversas doenças ao mesmo tempo. Por esse motivo é necessário ter conhecimento de cada detalhe da planta que será utilizada, já que às vezes, diferentes partes de uma mesma planta servem para tratar males variados, além de existirem ervas tóxicas e combinações de ervas que não são aconselhadas.

O preparo das plantas medicinais pode ser variado, xaropes, sucos, compressas, banhos, pomadas e o mais utilizado que são os chás. Esses medicamentos podem ser utilizados para fins distintos: acalmar, cicatrizar, expectorar, engordar, emagrecer e muitos outros.

Porém é preciso tomar cuidado ao utilizara a fitoterapia, uma vez que um produto natural não significa necessariamente que seja livre de efeitos colaterais. Portanto até mesmo os medicamentos fitoterápicos devem ser utilizados apenas com orientação médica. O salário é em média de R$ 1.250,00 .

Imagem: http://library.thinkquest.org/05aug/00064/Images/fitoterapia.jpg

15 de setembro de 2007

Faça acontecer


Fábio Marques é um artista, um pintor, e se dedica a sua arte. E não são todos os que apreciam arte que se dedicam a ela. Motivo? A arte não é tão valorizada quanto merece. Embora não seja desvalorizada, ainda falta muito para que seja vista como profissão e não apenas como hobby.

Conheço pessoas que desistiram do sonho de se dedicar à arte por medo de “passar fome” e, adivinhem só, se dedicaram às carreiras convencionais. A idéia de estabilidade ao se encaminhar para o comum. Doce engano, com o mercado de trabalho abarrotado de profissionais sempre das mesmas áreas, falta espaço para abrigar tantos médicos, advogados…
Mas o caso de Fábio é outro. Ele estuda, realiza exposições, e aí vem outro ponto, sua profissão também é diferente, e isso graças ao enfoque de sua obra. Fábio trabalha com a arte sacra contemporânea há mais ou menos 5 anos. E não me diga que não é diferente, ou por favor me apresente alguém que você conheça que se dedique a esse tipo de arte.

E é isso, o objetivo desse post é apenas abrir os olhos daqueles que têm um sonho e em vez de irem atrás dele, seguem a maioria. Use o Fábio como exemplo, estude e se dedique ao seu talento. É assim que se alcança a estabilidade.
O quadro da foto é do Fábio Marques. Para mais informações acesse o site dele:

Guardiões desvalorizados


Responsáveis pela segurança e preservação da ordem pública, não há dúvidas do papel essencial dos policiais na sociedade. São eles que nos trazem segurança, que protegem nossos filhos e com quem podemos contar no dia-a-dia. Colocam a vida em risco, em prol de outras. Mas essa importância e dedicação, não se traduzem em respeito e valorização do seu trabalho.

Os policiais são mal remunerados, o piso salarial é de R$ 1240 no Estado de São Paulo, mas varia em outros Estados. E não estão bem equipados para enfrentar os bandidos. As armas não são modernas, a tecnologia empregada não é adequada e compromete o combate ao crime. Tudo é muito arcaico e precário.

Mas a questão, a qual eu considero o ponto chave, é a desvalorização da sua função, traduzida em forma de salário. A remuneração não é compatível com seu papel na sociedade. E isto faz com que eles recorram a “bicos”, em dias de folga, para aumentar a renda. Deixando-os vulneráveis. E, a chance de perderem a vida, por um extra, aumenta.

Nos ataques que ocorreram em maio de 2006, onde o Pcc ( Primeiro Comando da Capital) comandou ações de extermínio no Estado de São Paulo, eles foram os principais alvos de criminosos e do terror que tomou conta da cidade. Então, temos um diagnóstico: nem os órgãos competentes nem quem eles combatem diariamente, os reconhecem como autoridade e o seu valor.