Segundo o Houaiss, TRABALHO é: sm. fis. grandeza que pode ser definida como o produto da magnitude de uma força e a distância percorrida pelo ponto de aplicação da força na direção desta (τ); esforço incomum; luta, lida, faina; conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim; atividade profissional regular, remunerada ou assalariada; qualquer obra realizada (manual, artística, intelectual etc.).

28 de agosto de 2007

Desemprego Estrutural

Terça feira, meu dia de manter esse blog aqui. Para estrear, decidi começar falando um pouco de desvalorização de trabalho. Como a Adriana já mencionou no post inaugural do blog, aqui nós falaremos de profissões exóticas, diferentes e pouco conhecidas. Também da desvalorização de alguns cargos que, pela tecnologia ou que simplesmente com o passar do tempo foram se extingüindo.

Com relação a desvalorização, certamente a tecnologia é que tira a maioria dos empregos. Essa relação é tão presente que é conhecida por ‘desemprego estrutural’. A definição de desemprego estrutural é: quando o trabalhador tem sua força de trabalho substituída por máquinas. Assim, ele perde o emprego e não recupera aquele cargo. Um bom exemplo é o de caixas de banco. Antes havia uma pessoa no banco que em tinha contato com os clientes e com o dinheiro e fazia essa ‘relação’. Nos dias de hoje, se queremos sacar dinheiro, consultar saldo, depositar, não precisamos de nenhuma pessoa. Temos os caixas eletrônicos a nossa disposição, 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, inclusive em feriados e férias. É de certo uma vantagem para o empresário, já que não tem que assinar carteira de trabalho de máquina, assim não paga impostos, décimo terceiro salário, férias, almoço e outras coisas que um ser humano necessita.

Rapidamente, outro exemplo são alfaiates e costureiras substituídos pela produção em massa de roupas em fábricas, também por máquinas. Algumas poucas costureiras apenas para costurar um botão. Detalhes que as máquinas não têm. Ou seja, sempre as pessoas serão necessárias de algum modo. Insubstituíveis em muitas funções, no mínimo, sempre haverá alguém para programar e consertar as máquinas.

2 comentários:

Eu não estou conseguindo ler... disse...

O finalzinho do texto é o que eu mais me me identifico em pensamento quanto ao assunto, afinal de contas, a tecnologia, e a evolução natural do homem estão aí certamente para o que ela propoe... deixar os mortos para trás, porque eles não levantam mais, e idem os que estão "morrendo" seja tecnologicamente, seja psicologicamente, seja humanitariamente.
A tecnologia apenas faz o trabalho sujo que os humanos não querem fazer que é: desvalorizar outros humanos.
Não é preciso de nenhum especialista em RH para que quando uma empresa faça uma placa escrita "Precisa-se de blahblahblah que saiba utilizar Office, Linux, etc..." a partir daí, as pessoas já são limadas.
Então, vira uma forma também de seleção natural, a partir dessa tal evolução natural supracitada.

Claro, é cruel.
Mas os humanos também são :)
E sempre tem um humanozinho atrás de uma maquininha.

Sandra disse...

Oi Ana!
Existe uma teoria econômica que explica o que você coloca como "destruição criadora". Entretanto, ao contrário do que acontece, que é a eliminação de postos de trabalho, ela deveria criar novos, pois teoricamente, as máquinas serviriam para aumentar a produção de uma empresa para que sua receita aumente e que automaticamente este crescimento se converta à novos postos de trabalho...

Abraços e parabéns pelo texto!